26 outubro 2010

Grandes Clássicos Americanos IV


o filme: Sunset Blvd. (1950), de Billy Wilder

Grandes Clássicos Americanos III


o filme: The Searchers (1956), de John Ford

25 outubro 2010

Grandes Clássicos Americanos II


o filme: Casablanca (1942), de Michael Curtiz

Grandes Clássicos Americanos I


o filme: Citizen Kane (1941), de Orson Welles

18 outubro 2010

Cinema no Porto, de Outubro a Dezembro

I. Terças Feiras Clássicas | Medeia Campo Alegre

5 Outubro, LOBO DO MAR, Michael Curtiz (1941)
12 Outubro, A PAIXÃO DOS FORTES, John Ford (1946)
19 Outubro, A ÁGUIA VOA AO SOL, John Ford (1958)
26 Outubro, VONTADE INDÓMITA, King Vidor (1949)
2 Novembro, SERENATA À CHUVA, Gene Kelly (1952)
9 Novembro, A SOMBRA DO CAÇADOR, Charles Laughton, (1955)
16 Novembro, A SEDE DO MAL, Orson Welles (1957)
23 Novembro, DEUS SABE QUANTO AMEI, Vincent Minelli (1958)
30 Novembro, VERTIGO, Alfred Hitchcock (1958)
7 Dezembro, INTRIGA INTERNACIONAL, Alfred Hitchcock (1959)
14 Dezembro, PSICO, Alfred Hitchcock (1960)
21 Dezembro, WANDA, Barbara Loden (1970)
28 Dezembro, A ESTRADA NÃO TEM FIM, Monte Hellman (1971)
4 Janeiro, ERASERHEAD, David Lynch (1976)


II. Festa do Cinema Francês | Passos Manuel
19 a 24 Outubro

III. Cineclube do Porto & Milímetro | Passos Manuel
sessões cineclubistas quinzenais

IV. Invicta Filmes | Biblioteca Almeida Garrett
ciclo Stanley Kubrick - Out a Dez

V. Confederação | Auditório de Miragaia
ciclos de cinema

VI. + cineclubes universitários (ver lista ao lado)

stay tuned

01 junho 2010

The End

Agora que o Cineclube acabou, ou lá o que é que acabou de acontecer, vamos explicar-vos de que é que isto se tratou:


p. 366
"As únicas salas de cinema que cumpriam uma função, disse Charly Cruz, eram as velhas, lembras-te? Aqueles cinemas enormes que quando se apagavam as luzes o nosso coração se encolhia. Aquelas salas, sim, eram os verdadeiros cinemas, o mais parecido com uma igreja, tectos altíssimos, grandes cortinas vermelho grená, colunas, corredores com velhas alcatifas gastas, palcos, lugares de plateia, balcão ou galinheiro, edifícios construídos nos anos em que o cinema ainda era uma experiência religiosa, quotidiana, porém religiosa, e que pouco a pouco foram demolidos para edificar bancos ou supermercados ou multicinemas. Hoje, dise Charly Cruz, apenas sobrevivem uns poucos, hoje todos os cinemas são multicinemas, com ecrãs pequenos, espaço reduzido, cadeiras muito cómodas. No espaço de uma velha sala de verdade cabem sete salas reduzidas de um multicinema. Ou dez. Ou quinze, depende. E já não há experiência abissal, não existe a vertigem antes do início de um filme, já ninguém se sente sozinho no interior de um multicinema. Depois, segundo Fate recordava, pôs-se a falar sobre o fim do sagrado.
O fim tinha começado nalgum lado, a Charly Cruz tanto lhe fazia, talvez nas igrejas, quando os padres abandonaram a missa em latim, ou nas famílias, quandos os pais abandonaram (aterrorizados, acredita em mim, brother) as mães. Rapidamente o fim do sagrado chegou ao cinema. Deitaram abaixo os grandes cinemas e construíram caixas imundas chamadas multicinemas, cinemas práticos, cinemas funcionais. As catedrais caíram sob a esfera de aço das equipas de demolição. Até que alguém inventou o vídeo. Um televisor não é o mesmo que um ecrã de cinema. A sala da tua casa não é a mesma coisa que uma velha plateia quase infinita. Mas, se observarmos com cuidado, é o que mais se parece com ela. Em primeiro lugar porque graças ao vídeo podemos ver um filme sozinhos. Fechamos as janelas de casa e ligamos a televisão. Metemos o vídeo e sentamo-nos num cadeirão. Primeiro requisito: estar sozinho. A casa pode ser grande ou pequena, mas se não houver mais ninguém em toda a casa, por mais pequena que seja, de alguma maneira fica maior. Segundo requisito: preparar o momento, isto é, alugar o filme, comprar a bebida que vamos beber, comprar o aperitivo que vamos comer, determinar a hora em que nos vamos sentar diante da televisão. Terceiro requisito: não responder ao telefone, ignorar a campainha da porta, estar disposto a passar uma hora e meia ou duas horas ou uma hora ou quarenta e cinco minutos na mais completa e rigorosa solidão. Quarto requisito: ter à mão o comando à distância para o caso de se querer ver a cena mais de uma vez. E é tudo. A partir desse momento tudo depende do filme e de nós. Se tudo correr bem, que nem sempre corre bem, uma pessoa está outra vez na presença do sagrado. Uma pessoa mete a cabeça no interior do seu próprio peito, abre os olhos e olha, sublinhou Charly Cruz."

2666, Roberto Bolaño

Até para o ano.

28 maio 2010

Última Sessão :: Terça - Feira :: 1 de Junho


City Lights (1931) - de Charles Chaplin

22 maio 2010

7ª Sessão | próxima terça : : 25 de Maio

Le Samoraï (1967) de Jean-Pierre Melville

10 maio 2010